domingo, 9 de dezembro de 2007
PARA REFLECTIR
Almeida Garret ( 1799 - 1854 ), escritor e político portuense
terça-feira, 9 de outubro de 2007
OS ELÉCTRICOS DO MEU CONTENTAMENTO

"VADIO", nome usado para identificar o derradeiro eléctrico que nesta ou naquela linha dava por finda a missão de transportar as gentes desta cidade.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
MEMORANDUM

segunda-feira, 9 de julho de 2007
"NO MEIO É QUE ESTÁ A VIRTUDE"
Porque me foi dada a mercê de ver como se movimentam as CENTRÚRIDAS e quiçá compreender o que nos impingem no seu blá-blá bafiento os educadores do costume, eis-me finalmente realizado por entender o que é o CENTRÃO!
Aos Tugas , educados para a aceitação da desdita, humildade de raciocínio e uso e abuso dos brandos costumes só uma doutrina que os fizesse abdicar da sua condição de homens livres estaria destinada ao sucesso eleitoral. Se apenas uma CENTRÚRIDA tomasse para si a excelsa tarefa, fácilmente se transformaria em partido único o que, à luz da tão apregoada democracia paralamentar não seria de bom tom. Assim, para a resolução de tal desiderato, alguém se lembrou de baptizar com nomes diferentes uma mesma solução(em termos informáticos tal nunca viria acontecer, uma vez que sempre que pretendemos guardar um ficheiro, é-nos perguntado se pretendemos substituir um já existente) desta feita chegamos ao CENTRÃO. Nós, os periféricos, sentimo-nos sós, de tal forma que me ocorre trazer à memória aquele que já no século XIX antecipava as malfeitorias do CENTRÃO:
CENTRÚRIDAS, s.m. pl.(lat.cient. centruridae. Família de Escorpiões.
Em certo Reino, à esquina do Planeta,
Onde nasceram meus Avós, meus Pais,
Há quatro lustros, viu a luz um poeta
Que melhor fora não a ver jamais.
Mal despontava para a vida inquieta,
Logo ao nascer, mataram-lhe os ideais,
À falsa fé, numa traição abjecta,
Como os bandidos nas estradas reais!
E,embora eu seja um descendente, um ramo
Dessa àrvore de Heróis que, entre perigos
E guerras, se esforçaram pelo Ideal:
Nada me importas, País! seja meu Amo
O Carlos ou o Zé da T'resa... Amigos,
Que desgraça nascer em Portugal!
Do Livro SÓ
António Nobre
1889
segunda-feira, 2 de julho de 2007
"SOB O MANTO DIÁFANO DA FANTASIA A NUDEZ CRUA DA VERDADE"

Substituíram-se à gesta de quinhentos. Não vêm à procura de pimenta, sedas ou ouro. Mas trazem o odre pleno de filiações partidárias, recomendações e participações em comunhões de fé e depois, é vê-los impantes e supostamente bem falantes a prometerem um mundo novo . Para tão desmesurada desfaçatez só me ocorre citar António Aleixo:
Deixam-me sempre confuso
as tuas palavras boas,
Voltarei mais tarde com Aleixo ou outros que os saibam descrever melhor do que eu.
quarta-feira, 27 de junho de 2007

A Senhora que apresenta o Programa Prós e Contras achou por bem vir ao Porto antes de Férias. Vá lá saber-se porquê?
Reuniu algumas figuras públicas do Grande Porto para dizerem de sua justiça relativamente a matérias como:a importância do Porto no contexto do Noroeste Peninsular,o desemprego,a cultura, os efeitos do CENTRALISMO no desenvolvimento da Região Norte etc e para tal desiderato até convidou o Presidente da Câmara (?). Ocupadíssimo com o BALANCETE (Carlos Tê) imagine-se o desconforto dum tal Programa não fora o facto dos participantes optarem por intervenções(salvo mui raras excepções)dum CINZENTISMO atroz.Eu sempre achei que aquela "Renovação" da Avenida dos Aliados acabaria por produzir resultados. Muito correctos políticamente, pois no dia seguinte tinham que estar em Lisboa e podia ser uma chatice. Honra seja feita ao Drº. Rui Moreira pela coerência , consistência e até antevisão que pôs no seu discurso.
Referida a excepção aos demais recomendo a leitura deste magnífico Poema de José Gomes Ferreira e no qual mui humildemente me revejo.
(O Eugénio de Andrade espera-me num Café.
Atravesso as ruas do Porto - a cidade onde nasci - com os punhos cerrados de dor.)
Não nasci por acaso nestas pedras
mas para aprender dureza,
lume excedido,
coragem de mãos lúcidas.
Aqui no avesso da construção dos tempos
a palavra liberdade
é menos secreta.
Anda nos olhos da rua,
pega lanças aos gestos,
tira punhais das lágrimas,
conclui as manhãs.
E principalmente
não cheira a museu azedo
ou musgo embalado
pela chuva da boca dos mortos.
Começa nos cabelos das crianças
para me sentir mais nascido nestas pedras.
Porto
- cidade de luz de granito.
Tristeza de luz viril
com punhos de grito.
domingo, 24 de junho de 2007
Definição de SAUDADE

quinta-feira, 7 de junho de 2007
segunda-feira, 21 de maio de 2007
21 de maio de 2007 - 19h e 15mn

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Lembram-me estes versos os idos anos sessenta, época em que os li e sei também que foram escritos por uma mulher.
Achei, como novato nestas andanças da blogosfera uma forma de sair deste "stress" que a criação deste blogue sempre acabou por suscitar e aproveitar para dar o passo seguinte: PUBLICAR!
