domingo, 30 de maio de 2010

TROVA DO TEMPO QUE PASSA


Em 2008,data do meu último post,sentia que os vampiros andavam por aí.Os mesmos que noutras épocas,outras eras e em todos os tempos abrem caça aos do costume.Instalam a governança do medo.Colocam na linha da frente os mensageiros da desgraça.Seus donos rugem para as ovelhas,achando demasiada a lã de que se cobrem e, logo os seus cavalos de tróia se sentam nas televisões dizendo-nos que só a tosquia não chega é necessária a esfola.É este o meu país dois anos depois e governado pelos do costume.E como sempre assim tem sido,recordo porque actual, este soneto do autor de "não vou por aí" JOSÉ RÉGIO:





Surge Janeiro frio e pardacento,

Descem da serra os lobos ao povoado;

Assentam-se os fantoches em São Bento

E o Decreto da fome é publicado.


Edita-se a novela do Orçamento;

Cresce a miséria ao povo amordaçado;

Mas os biltres do novo parlamento

Usufruem seis contos de ordenado.


E enquanto à fome o povo se estiola,

Certo santo pupilo de Loyola,

Mistura de judeu e de vilão,


Também faz o pequeno "sacrifício"

De trinta contos - só! - por seu ofício

Receber, a bem dele... e da nação.



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