
Em 2008,data do meu último post,sentia que os vampiros andavam por aí.Os mesmos que noutras épocas,outras eras e em todos os tempos abrem caça aos do costume.Instalam a governança do medo.Colocam na linha da frente os mensageiros da desgraça.Seus donos rugem para as ovelhas,achando demasiada a lã de que se cobrem e, logo os seus cavalos de tróia se sentam nas televisões dizendo-nos que só a tosquia não chega é necessária a esfola.É este o meu país dois anos depois e governado pelos do costume.E como sempre assim tem sido,recordo porque actual, este soneto do autor de "não vou por aí" JOSÉ RÉGIO:
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
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