
Sendo que "Liberdade não é apenas Rua e Carne mas também inteligência". Confuso por ocorrências sucessivas que me transportam aos vales profundos da Transilvânia. Assistindo impotente aos processos de "lobotomia" a que sujeitam este Povo, sempre expectante nos noticiários à espera que alguém os ajude a ter opinião na hora seguinte,tenho reflectido sobre a catadupa de homens de negro e gravatas monocolores que me invadem nos media e me dizem que o caminho ora seguido não tem retorno.
Com" ar sisudo", estes "chupa cabras" do século XXI, impingem-me a toda a hora as mesinhas de sempre. "Trazem no ventre" " despojos antigos". "São os mordomos do Universo todo, senhores à força ,mandadores sem Lei, Enchem as tulhas, bebem vinho novo, dançam a ronda, no pinhal do Rei"
É necessário retomar processos de equilíbrio, numa palavra. " O que faz falta é avisar a malta" !
É tempo de baralhar e dar de novo e um primeiro passo, porque não reler José Afonso?
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés de veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Nenhum comentário:
Postar um comentário